Edição 90: Os “nossos” Puma

Na edição 90 da Revista Classic Show contamos a história de um dos veículos que mais marcaram gerações no Brasil, o esportivo Volkswagen Puma. Leia o artigo completo na edição 88 da Revista Classic Show.

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Com muito trabalho e obstinação, a equipe de Rino Malzoni concebeu o veículo em tempo recorde, cuja produção em série teve início em maio de 1968. Aqui na seção E+ você vai conferir um pouco mais da história dos veículos, que desfilaram por nossas páginas, e de seus abnegados proprietários. Confira!

Os Puma que ilustraram nossa matéria pertencem a dois colecionadores de São Paulo, que são verdadeiros apaixonados pela linha. O Puma GT 1500 1968, amarelo Puma, que pertence a Sérgio Campos, é um carro que ele procurou por mais de uma década anos, pois os exemplares desse ano são extremamente raros e, além disso, as poucas unidades à venda desse período ou estavam completamente destruídas ou haviam sido modificadas, perdendo todas as características originais exclusivas das primeiras Puma VW fabricadas em 1968.

“Felizmente conheci este carro 7 anos atrás através do blog do Felipe Niconiello. Ele estava no Rio de Janeiro, guardado há mais de 20 anos na mesma garagem, sendo que, por milagre, fora pouco usado quando estava na ativa. Quase não acreditei, pois ele ainda preservava o acabamento interno original de fábrica. Porém, para minha surpresa, o carro tinha acabado de ser vendido para um colecionador de Brasília/DF, que apenas deu um “banho de tinta”, cromou os para-choques e providenciou as raras calotas. Felizmente ele teve o bom senso de deixar o interior intocado, apesar dos pequenos sinais do tempo. Esperei por mais dois anos, até que soube que ele colocara o carro à venda. Obviamente não ‘dormi no ponto’ e fechei o negócio imediatamente”, lembra Sérgio.

O Puma GTE VW 1800 S 1972, verde Manga, que também pertence a Sérgio, era de Araras/SP, e a compra foi sugestão de um amigo, quando este soube que Sergio estava em busca de um Puma Tubarão. “Isso foi no ano de 2002. O carro estava bem preservado, com bancos, interior e plaquetas de identificação originais. Mas por incrível que pareça, apenas notei tratar-se da rara série 1600/1800 S alguns anos depois, quando comecei a restaurá-lo. Primeiro porque, ao remover a pintura, começaram a aparecer resquícios das faixas verticais, que até àquele momento eu conhecia apenas por fotos antigas de competições automobilísticas. Segundo que, ao analisar os documentos do carro e depois de limpar a plaqueta de identificação de alumínio, que existente em todo Puma, vi em ambos a descrição “1800”. Esse fato foi saudável, pois além da boa surpresa, eu fui obrigado a estudar mais profundamente a história da Puma, pois, em princípio, todos os  Puma antigos são parecidos, mas na verdade existem inúmeras diferenças em detalhes na carroceria e também na motorização”, revela o colecionador.

Por fim, o Puma GTE 1600 1974, cor bege Alabastro, já premiado em diversos eventos, pertence ao colecionador Felipe Nicoliello. O carro foi adquirido em fevereiro de 2004, na Oficina dos Irmãos Blasi, e era um sonho de juventude do colecionador, principalmente porque dois irmãos, vizinhos da casa de sua mãe, tinham um Puma cada. Um era verde escuro e outro bege Alabastro, igual ao seu. Segundo Felipe, sempre “namorava” esses carros quando saía de casa.

O carro estava parado há mais de 10 anos com placas amarelas. Foram 72 dias da aquisição até a chegada em Águas de Lindóia/SP, em abril de 2004. Nesse tempo foi feita a restauração, a vistoria e a obtenção do Certificado de Originalidade para a colocação das placas pretas. “Agradeço ao meu filho Bruno Lellis Nicoliello por ter comandado a restauração, no período em que passei por uma cirurgia, e ao meu irmão e sócio Humberto Nicoliello, por ter me ajudado no afastamento da empresa nas horas de necessidade na busca de peças”, fala Felipe, emocionado.

“Curiosamente, quando mostrei o carro sem restauração para minha esposa Carolina, ela achou que ele estava um pouco torto. Eu, enfurecido, quis saber onde estava torto. E ela apontou para as calhas de chuva feitas em alumínio. Eu expliquei que aquilo seria trocado e virou meu ponto de honra. O perfil não existe mais e ninguém conseguiria dobrá-lo sem uma ferramenta cara para tal fim. Mas, como era minha honra em jogo, eu consegui fabricá-las sem a onerosa ferramenta, e hoje a forneço a vários colegas de clube”, explica Felipe.

Hoje essas obras de arte da indústria automobilística nacional desfilam por nossa histórica edição 90, edição esta em que comemoramos 17 anos de vida. E nada mais justo do que contar a história de um dos veículos mais importantes já fabricados no Brasil.

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