As últimas tentativas antes do fim: Studebaker Sceptre

Fundada em 1852, a Studebaker produziu várias carruagens para o transporte de mercadorias. Já em 1875 era a maior fabricante desses veículos do mundo, praticamente sem concorrentes.

Visando o futuro, a Studebaker entra no negócio de automóveis em 1897, mesmo produzindo carruagens até 1919. Os primeiros carros Studebaker eram elétricos, então, através de parcerias, a empresa começou a produzir motores a combustão para seus veículos.

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A Studebaker continuaria no negócio até a década de 1950 como fabricante menor, porém constante no mercado. Mas suas práticas comerciais não eram assim tão sólidas como seus carros, e alternaria anos bons e ruins, mesmo oferecendo automóveis de qualidade.

Já na década de 1950 o fabricante não andava bem das pernas, apesar do estilo empregado por Raymond Loewy. Estava claro que o mercado estava mudando. E a Studebaker não estava sozinha: Hudson, Nash, Kaiser-Frazer e Crosley procuravam fusões ou acabaram abandonando o negócio no início e no meio da década. E uma fusão com a Packard, em 1956, veio apenas para confundir a imagem da marca.

Chegando a década de 1960, o fim estava à vista. A divisão Packard já fechara em 1958, e parecia que não havia mais espaço no mercado para a Studebaker. Nem mesmo o dramático projeto de Raymond Loewy, o Avanti (Classic Show edição 70), foi capaz de tirar a empresa de uma espiral da morte.

Brooks Stevens, designer industrial que trabalhava na Studebaker desde 1956, assistia com horror o fim da empresa, com a falência cada vez mais próxima. Porém, este estava determinado a resgatá-la. Stevens sabia que a Studebaker dependia do trabalhador comum que procurava solidez e confiabilidade em um automóvel, e desse pensamento surgiram o Studebaker Golden Hawk e Lark.

Stevens projetaria ainda uma série de sedans e coupés para o futuro da Studebaker, e nesse tempo surgira o Riviera. Agora, sua visão estava voltada para o mercado de carros de luxo pessoais, que estava em franca expansão.

Studebaker Sceptre

Stevens e sua equipe trabalharam em velocidade máxima para elaborar o projeto do Sceptre, nome que o mesmo receberia. Em seguida seu design fora enviado para a Carrozzeria Sibona-Basano, em Turim, na Itália, para a construção da carroceria do veículo.

O projeto custou apenas $ 16.000 à Studebaker, e fora apresentado à gerência em abril de 1963, com Stevens orgulhoso. Seu design fora considerado elegante e futurista, além de inovador, chamando muito a atenção, principalmente sua dianteira, por conta do design de seus faróis e a grelha presente logo acima destes.

No interior foram utilizados vinil, mylar e plástico. Os assentos receberam couro, na cor preta e prata, além de emblemas do veículo. O painel de instrumentos era futurista, contendo velocímetro e outros instrumentos secundários dentro de bolhas. O volante simplesmente era espetacular. Na frente do assento do passageiro havia ainda um compartimento especial, parecido com uma prateleira, aberta para armazenar itens pessoais.

Mas, infelizmente, já era tarde demais. Várias fábricas foram fechadas. E quanto ao Sceptre, hoje encontra-se no Studebaker National Museum, em Indiana.

Fonte/fotos: www.cardesignnews.com


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